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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

CITRUS AURANTIUM - inibidor de apetite? Termogênico Natural? EMAGREÇA!

CITRUS AURANTIUM
Ação Terapêutica: inibidor de apetite, coadjuvante no tratamento da obesidade.
Principio Ativo: Auratiamarina, estaquidrina, hesperidina, quinotina, sinefrina, tiramina, mirceno, limoneno, citrol, linalol, geraniol, canfeno, terpineol, b-pineno, ácidosfenilacético e benzóico, sais de cálcio, fósforo e ferro, vitaminas B1, B2 e C.
Sinonímia Popular: Laranja da Terra, Laranja Brava, Laranja Amarga.
Parte Utilizada: fruto

Indicações
Obtido da laranja amarga, acelera o metabolismo, promove um maior gasto de calorias e queima os estoques de gordura. O Citrus Aurantium contém sinefrina, uma substância similar à efedrina (Ephedra sinica), sendo muito mais segura e eficaz. A efedrina age como estimulante, mas seu uso não é indicado, pois acelera os batimentos cardíacos e a pressão arterial, o que aumenta o risco de insônia, infarto e até derrame. Mas a sinefrina não apresenta esses efeitos; ela se liga a receptores encontrados no tecido adiposo, ativando o metabolismo e a queima de gordura sem causar interferência no sistema cardiovascular.
Melhora o processo digestivo atuando também como desintoxicante do fígado. Além disso, alguns estudos comprovaram que a substância, por promover mais energia, estimula a liberação de adrenalina, o que deixa a pessoa muito mais disposta. O Citrus Aurantium também deixa os aminoácidos mais acessíveis para a formação de proteína, o que é indispensável para quem deseja ganhar e tonificar os músculos do corpo. A substância também tem propriedade digestiva, melhorando a absorção dos nutrientes e protegendo o estômago.
Citrus aurantium aumenta o metabolismo sem afetar a taxa de batimentos cardíacos ou a pressão sanguínea, isso porque, pesquisas recentes confirmaram que o citrus estimula somente o receptor beta-3, evitando efeitos colaterais negativos no sistema cardiovascular.
Além disso, como a administração de Citrus Aurantium aumenta a disponibilidade de gorduras para oxidação (respiração celular), o corpo tem acesso a maiores quantidades de energia. Isso é importante porque, quando uma pessoa realiza exercícios físicos regulares, um aumento da energia disponível pode reduzir a massa de tecido muscular. E, durante os exercícios aeróbicos, a maior quantidade de energia vai facilitar uma melhor performance física. Quando Citrus aurantium é utilizado em combinação com uma dieta alimentar rica em proteínas e com poucos carboidratos, e um programa moderado de treinamento de peso, o corpo aumenta sua disponibilidade de aminoácidos, que são assim incorporados em proteínas para a formação de massa muscular.

EFEITO TERMOGÊNICO
O Citrus aumenta a queima de calorias logo após as refeições, potencializando o efeito térmico dos alimentos. Além disso, atua como simpatomimético, aumentando a liberação de catecolaminas pré-sinápticas. Isso significa que ativa os componentes necessários para estimular certos receptores responsáveis pela perda de gordura. Isso ocorre porque além da sinefrina, o Citrus apresenta uma composição de quatro aminas adrenérgicas: N-metiltiramir, hordeina, octopamina e tiramina que atuam na estimulação dos receptores beta 3, locais específicos na célula que regulam a perda de gordura. O extrato de Citrus Aurantium atua na liberação de adrenalina e noradrenalina junto aos receptores beta-3, que são principalmente encontrados no tecido adiposo e no fígado. O estímulo a esses receptores desencadeia o processo de quebra de gordura (lipólise). Ao mesmo tempo, promove um aumento na taxa metabólica (termogênese), queimando uma quantidade maior de calorias.
Constituintes químicos
acetato de linalina, acetado de geraniol, acetado de geranilo, ácido ascórbico (vitamina C), ácido cítrico, ácidos graxos, alcanos, borneol, bioflavonóides, carboidratos, caroteno, cirantina, citral, derivados cumáricos, escopuletina, fitosteróis, geraniol, hesperidina, limoneno, linalol, lipídios, metil-anthranilato, naringina, nobeletina, nerol, pectinas, pineno, proteínas, roifolina, rutinose, sais (potássio, cálcio, sódio, fósforo, magnésio, enxofre, cloro, ferro, silício), saponina, sinefrina, substâncias amargas, tangeritina e as aminas: synefrina, N-metiltyramina, hordenina, octopamina e tyramina, vitamina A (retinol), vitamina B (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), niacina.
Propriedades medicinais
Alcalinizante, antiartrítica, antidepressiva, antiescorbútica, antiespasmódica, antiinflamatória, anti-reumática, anti-séptica, antiulcerogênica, aperiente, calmante, carminativa, colagoga, depurativa, digestiva, diurética, estimulante, estomacal, febrífuga, hipotensora, laxante, rejuvenescedora, relaxante, sedativa, sudorífico, vermífuga, vitaminizante.
Posologia
500mg, 2x/dia. OBS.: O extrato é padronizado para conter 6,0% de sinefrina.
Reações adversas
Não há relatos de reações adversas.
Precauções
Tomar com orientação médica, mas é importante lembrar que não apresenta os efeitos colaterais perigosos causados por outros suplementos. É contra indicado para gestantes e lactantes.
Modo de usar
- na forma de sucos, geléias, compotas, tortas, pastéis, doces cristalizados, molhos, decoração, aromatização de pratos;
- óleo: fabricação de cremes (para rugas e rejuvenescimento da pele), banhos aromáticos e massagens (acalmar e relaxar a musculatura), fabricação de colônias, perfumes, xampus e condicionadores para cabelos secos.
- dietas com baixa quantidade de carboidratos;
- óleo essencial, feito do fruto e folhas: estimulante mental e emocional, regulador de apetite, laxante e calmante;
- decocção das folhas: depressão, estresse, tensão, infecções orais, espasmos abdominais, vermes intestinais, escorbuto, reumatismo, febre, medo, crises emocionais e cistite;
- sumo do fruto: prisão de ventre, úlceras, artrite e como digestivo;
- óleo essencial (nerolina) na aromaterapia: estimular o otimismo, a criatividade e a alegria.
- infusão ou decocção de 2 colheres das de sopa de folhas ou flores picadas, em 1 litro de água fervente. Tomar 1 xícara, 3 vezes ao dia;
- ao natural com o bagaço, ou sob forma de suco, várias copos ao dia;
- maceração de botões florais, por 3 a 4 horas: calmante suave, insônia;
- suco das frutas: albuminúria de mulheres grávidas.


Referências bibliográficas/Fontes
Carl Germano, RD, CNS. The Natural way to lose Weight Safely. Ed Kensington Health, New York, NY, EUA. Copyright 1998.
CAIRO, N. Guia de Medicina Homeopática. 1983. American Herbal Pharmacopoeia and Therapeutic Compendium – Chaste Tree Fruit, 2001.
SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1ª edição. Editora da Universidade.
TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia. Herbarium. Curitiba. 1994.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Guia rápido sobre aeróbios no ganho de massa muscular - Dr. Paulo Muzy


Tenho ouvido a galera falar muito de aeróbio. E muito conceito duvidoso... portanto eu achei por bem escrever para vocês como lidamos com aeróbio no dia a dia e seus maiores mitos e claro, suas maiores cagadas...
 
1. Só aeróbio emagrece - (bullshit) - O exercício aeróbio modifica a estrutura muscular. Na ausência de tensão e presença de solicitação ininterrupta de baixa intensidade o músculo diminui sua arquitetura - que sustenta tensão - para investir em capacidade enzimática - que sustenta o trabalho de baixa intensidade. Na realidade há uma troca: tamanho por otimização energética. Diferente do exercício resistido (musculação) o aeróbio NÃO é proposto para se buscar a falha, é exatamente o CONTRÁRIO, logo a adaptação também é inversa... E outra, se mantivéssemos o aparelho respiratório mitocondrial em cada célula hipertrofiada, gastaríamos uma tonelada de energia para levantar da cadeira, o que tornaria nosso organismo altamente ineficiente - como um carro velho de 8 cilindros que gasta meio tanque de gasolina para andar 2 quarteirões. (mas guarde este conceito que ele será útil em instantes!). Como se não bastasse isso, o universo gira em cima de um conceito de entropia, ou seja o nível de energia de um sistema que pode ser traduzido pela ausência de organização.
 
Quanto maior a entropia, menor a organização - guarde! Pois bem, quando nossos corpos estão se decompondo após a nossa morte (ainda que conheçamos muitas pessoas que se decomponham em vida...) estamos observando as moléculas deles assumirem um estado de maior entropia, porque o organismo humano, assim como todo organismo vivo, gasta uma imensa energia somente para se manter estável. Entendeu agora? Pois bem, a adaptação aeróbica, por ser de um nível de entropia maior do que a anaeróbica já que depende de enzimas e não de estrutura muscular também acaba por ser favorecida nesse quesito. Fisicamente falando, é mais fácil ter um organismo aeróbio do que um organismo anaeróbio, logo, sempre teremos a tendência a ter uma adaptação aeróbia mais fácil do que anaeróbia.... fácil é ver isso: o sujeito começa a puxar seu ferrinho e lá vão 2, 3 as vezes 5 anos para que ele não precise dizer que faz musculação porque a aparência de seu corpo já fala por si. Já no exercício aeróbio, o sujeito começa a correr HOJE e em 3 ou 4 semanas já está todo pirilampo se inscrevendo em corridas de 10k sonhando com meias maratonas, maratona de NY e planejando um futuro treino de Iron.... mentira?
 
2. aeróbio faz perder massa muscular - (meio bullshit) - Meia porque uma coisa é treinar aeróbio para ter desempenho aeróbio, outra é ter um estimulo aeróbio no seu treino de musculação. São coisas completamente diferentes, como por exemplo ser um powerlifter que compete levantamento supino e ser um fisiculturista que dentro de sua rotina de exercícios faz o exercício supino... O supino para o fisiculturista é um exercício básico de sua rotina e não quer dizer que colocando este exercício em sua rotina ele irá ter um desequilíbrio na força e volumes de peitoral, deltoide anterior e tríceps - desde que tenha um treino bem equilibrado... Se você for treinar para uma maratona e espera que fazendo musculação ao mesmo tempo vai correr sua maratona e ainda virar o Adonis (alguém sabe quem é esse cara?) muito se engana... Agora, o aeróbio quando bem colocado no treino de musculação em termos de volume, intensidade e MOMENTO é fundamental.
COMO?!?!
 
Então, pois é... fique atento agora:
 
O ganho de massa muscular está condicionado a uma propriedade muito peculiar do nosso metabolismo muscular chamado EPOC. Treinadores estão carecas de saber o que é isso, para você que é amante do esporte e não um profissional da área, EPOC é o consumo excessivo de oxigênio pós-treino, ou seja, é uma expressão fisiológica mensurável do aumento de metabólico gerado pelo exercício. Quando você faz musculação por 20min, o seu EPOC fica elevado por 10 DIAS, o que quer dizer que até dez dias depois de um treino voce ainda conta com uma alteração metabólica do seu organismo em sentido de provocar a adaptação programada pelo seu treinamento.
Bom, o que é o EPOC se não um aumento do metabolismo do oxigênio? E se o oxigênio está sendo utilizado como comburente com gasto de energia, ele é semelhante a qualquer outro estimulo que consuma oxigênio para realização de trabalho, ainda que este trabalho seja recuperação/regeneração/adaptação celular.... a maquinaria celular não sabe se você está correndo , andando rápido ou se recuperando de um treino de musculação intenso, para ela não faz diferença, portanto o que entendemos também deste conceito de EPOC é que A RECUPERAÇÃO E ADAPTAÇÃO A UM ESTIMULO ANAERÓBICO É UM ESTIMULO AERÓBIO. Se você está em repouso depois de um treino com pesos, é como se estivesse fazendo um aeróbio de baixa intensidade...
 
DESDE QUE você tenha maquinaria para isso... 
 
É aí que entra o aeróbio na musculação: não produção de maquinaria celular para estimulo aeróbio e na indução da produção de enzimas que esta possui. Quer um baita exemplo clássico? Em 2010,o vencedor de uma das provas mais tradicionais do Brasil, o Mister Santos, Edson Serafin (também vencedor em 2003) falou em entrevista que creditava grande parte da sua ótima qualidade física e condicionamento – além de uma facilidade maior para fazer uma dieta menos restritiva – pode ser creditada a realização de exercícios aeróbios na sua preparação. Agora indo para o topo da nossa categoria no Brasil está Eduardo Correia, que tem como rotina fazer exercícios aeróbios e briga frente a frente (na minha opinião melhor que os outros, mas enfim...) com os primeiros colocados no campeonato mais tradicional do mundo, o Mr Olympia.
 
Isso sugere a mim por exemplo que somente assim consegue-se metabolizar as grandes quantidade de alimento necessárias para se atingir um físico daquela magnitude – pelo menos na maioria dos casos (detesto generalizar...). imaginem que na dieta de um IFBB Pro você vai encontrar uma taxa de proteína de 3 a 6g/proteína por kg de peso corporal bem como pasmem vocês: 1g carboidrato por kg de peso corporal 15min antes do treino, 1,2g de carbo simples imediatamente depois + 1,2g de carbo simples 2h depois. Atenção, não é 1g de alimento rico em carboidrato tipo batata doce, é um grama de carboidrato macronutriente, ou seja, se cada 100g de batata doce tem aprox. 28g de carboidrato, um cara de 100kg teria de comer aproximadamente 360g de batata doce para chegar na quantidade necessária pré-treino, e para completar seu dia teria que consumir mais 860g de batata doce até 2h após o treino! O que dão aproximadamente 1.360 kcal!! Haja produção de insulina, haja Glut 4, haja velocidade metabólica para dar conta de tudo isso...
 
 
O raciocínio que me preocupa é o que diz respeito ao mecanismo pela qual o aeróbio faz com que a pessoa “queime” gordura... A pessoa que faz musculação se beneficia do aeróbio até o ponto em que ele começa a estimular mudanças anatômicas por priorizar a transformação enzimática (aeróbio) em detrimento da tencional (exercício resistido), ou seja, o aeróbio é bom desde que não passe de uma certa quantidade em que ele se torne um estímulo para que o músculo responda estruturalmente a ele, como no caso das garotas que disputam Miss Bikini: uma boa parte delas usa o aeróbio para “apagar “ os “cortes” que a musculação dá, conferindo a elas m visual rígido, mas sem separação muscular tao evidente. Sendo assim o aeróbio tem de compor o treino de musculação como o supino compõe o treino de musculação para o peitoral: você usa o supino como forma de agregar no seu treino de peitoral para melhorar a proporcionalidade do seu corpo, isso não quer dizer que vai disputar um campeonato de supino da mesma forma que você quer que o aeróbio componha o seu treino geral de musculação, melhorando sua função metabólica sem que você se torne um maratonista.... ficou claro na comparação?
 
 Nesse sentido, o famoso AEJ ou AERÓBIO EM JEJUM, muito funciona por causa disso: mantem a maquinaria celular funcionando adequadamente. A associação mais falsa é a de que ele queime gordura porque de estando em jejum este seria o nutriente preferencial... Pessoal, não se esqueçam de Cross Over energético e contramedidas hormonais as custas de catecolaminas, glucagon, cortisol e GH de stress... este estimulo em jejum é tão intenso que pode mais detonar o teu físico do que melhora-lo. A ação que o aeróbio tem nesse sentido é de um regulador metabólico, até porque o corpo não é um forno burro de queima de caloria... tudo que fazemos gera uma resposta local e sistêmica que pode ou não ir de encontro com nossos objetivos – ou mesmo nossos temores...
 
 A experiência do consultório nos ajuda a interpretar os estudos que falam sobre EPOC, exercícios resistidos e estímulos aeróbios e o que percebemos até agora é que o estímulo aeróbio (e não o treinamento aeróbio) ajuda a criar um ambiente favorável para que as adaptações e reações causadas pelo treinamento resistido possa se processar no repouso de maneira óptima, utilizando de forma eficaz o EPOC da mesma forma que uma engrenagem de marchas conecta o motor ao eixo da roda do carro. Sem a transmissão, o motor acelera e o carro não anda, da mesma forma que o esportista treina e faz dietas cada vez mais restritivas e o seu físico não se sobressai, dando aos profissionais a falsa sensação de que a dieta tem de se restringir mais – o que a médio e longo prazo se reflete numa piora da capacidade física, diminuição da capacidade de realização de trabalho e portanto um físico de retrocede em vez de evoluir...  atire a primeira pedra quem nunca ouviu isso: “quanto mais eu treino e aperto a dieta parece que mais perco definição!” Claro que sempre tem os mentirosos, mas esse papo costuma ser uma constante...
 
A capacidade de você suportar o treino aeróbio e transforma-lo em resultado benéfico é inerente ao seu organismo e num determinado momento com uma determinada dieta, mas daí as dicas gerais que observamos na pratica que são uteis são:
 
1.     não passar de 1/3 em termos de volume do tempo total de treino
2.     faça preferencialmente pós treino – ajuda ainda a metabolizar mais rápido o lactato, acelerando o processo de recuperação, regeneração e adaptação muscular.
3.     Se for fazer antes e depois do treino separe 1/3 do tempo total de aeróbio para antes do treino e 2/3 para depois do treino de musculação
4.     A faixa de frequência cardíaca para a maioria das pessoas, em termos de benefícios metabólicos como falamos é algo entre 110 e 140 bpm
5.     Pense em fazer o aeróbio em um momento do dia diferente do anaeróbio, o ideal é aeróbio pela manhã e anaeróbio no final da tarde ou noite.
6.     Caso vá fazer seu aeróbio em dias que não tem anaeróbio – final de semana é muito comum – tente encaixá-lo no horário que você faz o seu anaeróbio costumaz
7.     Use suplementação leve para este momento – 6 a 12g de BCAA em pó  com ou sem glutamina vão muito bem, antes ou durante o aeróbio (eu prefiro antes nesse caso)
8.     A recuperação do aeróbio geralmente não pede carboidrato porque ela justamente tem o objetivo de atingir o triacilglicerol muscular ( o que no final das contas acaba inclusive conferindo um hardness difenreciado) bem como o lactato que possa haver remancescente.
 
Agora, se você é treinador, você pode fazer as coisas de uma forma mais precisa:
Primeiro solicite ao seu paciente que faça uma ergoespirometria, depois a partir dos limiares anaeróbios você pode enxergar onde o seu paciente começa a transformar aeróbio em anaeróbio e pode tanto programar um HIIT quanto um exercícios sustentado. A dica do sustentado é ficar entre 50 e 60% do VO2max, mas lembre-se de que tem de ser algo tolerável para o seu paciente e se faz tempo que ele não faz um aeróbio, pegue leve e respeite a capacidade dele senão o danado espana... se for um HIIT, a fase intensa fica entre o L1 e L2. Normalmente se você ficar deixando o sujeito correr muito forte no L2 só vai exauri-lo, e o objetivo na realidade é condiciona-lo...
Se você tiver apenas uma ergometria também dá para fazer o mesmo. Apesar de você não ter o L1 e L2, pode usar o VO2max calculado para programar 50 a 60% do estimulo.
 
De resto pessoal, lembrem-se que treino, acima de tudo, é fazer, portanto testem e achem cada um os seus pontos ótimos.
 Essa é a beleza da atividade física: é algo tão personalizado que se torna uma arte.
 
Bons treinos, abração com muita performance com saúde!
 
Muzy 

por Dr. Paulo Cavalcante Muzy
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Programa Hiit Definitivo De 8 Semanas – Por Jin Stoppani.


O QUE É HIIT.
HIIT – High Intensity Interval Training (traduzido para o português como Treinamento em Intervalos de Alta Intensidade). O HIIT é uma proposta de treinamento aeróbico aonde intercalamos exercícios de alta intensidade com exercícios de baixa intensidade. O HIIT é considerado por muitos, mais eficaz para a perda de gordura e condicionamento em geral do que o treinamento aeróbico convencional em baixa intensidade. Em algumas pesquisas, o HIIT se mostrou 50% mais eficaz na queima de gordura do que o treino aeróbico em baixa intensidade, assim como, se mostrou mais eficaz na aceleração do metabolismo pós-exercício, ajudando na queima de calorias ao longo do dia.
O PROGRAMA HIIT DEFINITIVO DE 8 SEMANAS – por Jin Stoppani.
O programa a seguir pode transformá-lo de iniciante em avançado no HIIT em apenas 8 semanas, divididas em 4 ciclos de 2 semanas. Começamos a primeira fase com uma relação de trabalho de 1:4 (1=alta intensidade/4=baixa intensidade) durante 15 minutos. Na fase 2 diminuimos a relação de trabalho para 1:2 e aumentamos o tempo total do exercício para 17 minutos. Na fase 3 o tempo de descanso é cortado novamente, trazendo a relação de trabalho para 1:1 e o tempo total de exercício é aumentado para 18.5 minutos. Finalmente, na fase 4, o tempo de descanso é cortado mais uma vez, trazendo a relação de trabalho para 2:1 e aumentando o tempo de duração para 20 minutos. A duração de cada fase é apenas uma sugestão, se você precisar de mais de duas semanas em uma fase em particular antes de passar para a próxima, sem problemas. Assim como, se você achar determinada fase fácil demais e quiser pular para a próxima fase.
Você pode executar essa rotina utilizando os exercícios aeróbicos de sua escolha, tais como: corrida ao ar livre, esteira, bicicleta, pular corda, corrida estacionária, etc. Utilize sua imaginação, apenas siga os intervalos de trabalho de alta intensidade/trabalho de baixa intensidade propostos.
FASE 1 (1:4): Semanas 1-2
Tempo Atividade
15s exercício em alta intensidade
60s pausa ou exercício em baixa intensidade
Repita o ciclo 10 vezes, terminando com um tiro de 15s em alta intensidade.
Tempo total: 15 minutos
FASE 2 (1:2): Semanas 3-4
Tempo Atividade
30s exercício em alta intensidade
60s pausa ou exercício em baixa intensidade
Repita o ciclo 10 vezes, terminando com um tiro de 30s em alta intensidade.
Tempo total: 17 minutos
FASE 3 (1:1): Semanas 5-6
Tempo Atividade
30s exercício em alta intensidade
30s pausa ou exercício em baixa intensidade
Repita o ciclo 11 vezes, terminando com um tiro de 30s em alta intensidade.
Tempo total: 18.5 minutos.
FASE 4 (2:1): Semanas 7-8
Tempo Atividade
30s exercício em alta intensidade
15s pausa ou exercício em baixa intensidade.
Repita o ciclo 25 vezes, terminando com um tiro de 30s em alta intensidade.
Tempo total: 20 minutos.
OBS:Essa é uma rotina indicada para intermediários/avançados, devido á altíssima intensidade proposta no final da rotina, a ser realizada no mínimo, duas vezes por semana, de preferência, em dias alternandos ao treino de musculação, ou em horário distante do mesmo.
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