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quinta-feira, 9 de março de 2017

Fst-7 Método De Treinamento


FST-7 

Sempre que surge uma novidade no mundo da musculação, todos logo saem correndo para experimentar. As novidades pulam por todos os lados, são suplementos, substancias farmacológicas, formas de dieta e tipos de treinamento.

O mercado de suplementos alimentares cresceu muito de dez anos para cá, trazendo realmente muitas novidades. No campo dos fármacos pouca coisa tem mudado, pois nem todas as Gigantes farmacêuticas têm interesse em produzir esteroides em larga escala. Em poucos anos teremos os SARMS (Esteroides de Receptor Muscular Especifico) que terão atuação apenas nos músculos e em nenhum outro tecido. Ou seja, em teoria podemos dizer que o usuário vai ter apenas os benefícios do uso sem os indesejáveis efeitos colaterais.Temos inúmeros estudos sobre os efeitos do GH, embora estes ainda tem sido feitos praticamente com obesos e idosos. As dietas têm se desenvolvido de certa forma, com descobertas na área do metabolismo. Mas e a ciência do treinamento com pesos? Tem mudado? Existem mesmo novos métodos de treino?

De vez em quando surge um novo guru proclamando um método de treinamento revolucionário e que vai nos trazer imensos benefícios. Acontece que os novos e revolucionários treinos que vimos nos últimos anos são apenas uma coletânea de vários métodos e subsídios conhecidos há décadas e que agora foram reunidos e organizados para serem utilizados em conjunto e sistematicamente.

Fascia Muscular

O fator mais negligenciado na musculação e sua ligação com a memória muscular

Nosso corpo se vale de inúmeros artifícios para resolver ou evitar problemas que nem imaginamos que poderiam existir. O sistema músculo-esquelético pode ser uma ótima fonte de exemplos dessas situações.

Nossos ossos, articulações e músculos são projetados de uma forma que a força e velocidade geradas possam ser maximizadas com o mínimo de esforço. A patela é um osso situado na articulação do joelho e serve para aumentar o braço de força da alavanca desta articulação. Sem a patela, o quadríceps teria que exercer uma força muito maior para erguer as mesmas cargas levantadas na presença da mesma. Vários músculos se inserem em posições estratégicas nos ossos de modo a aumentar a vantagem mecânica daquela articulação. Para cada movimento possível de ser realizado, nosso Sistema Nervoso Central é capaz de recrutar diversos músculos para que trabalhem em conjunto.

Para conseguirmos treinar nossos músculos e desenvolver nosso físico da maneira desejada, precisamos usar todas as armas possíveis a nosso favor. Por isso teremos que anular algumas dessas "artimanhas" que o nosso corpo se utiliza ou até mesmo usar algumas a nosso favor.

Muito se fala em memória muscular, mas poucos realmente sabem como ela funciona. A grosso modo, a memória muscular nos leva de volta no tempo e ajuda a trazer a massa muscular conquistada no passado e que por qualquer motivo foi perdida. Mas e se você pudesse utilizar a memória muscular como uma máquina do tempo a fazer com que ela lhe traga mais rapidamente músculos que você ainda nem conquistou? Interessante, não é?

Segundo Dangelo e Fattini em seu livro "Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar", uma obra a qual todo estudante de anatomia deveria ter ao menos folheado, fascia pode ser descrita dessa maneira:

"É uma lamina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo. A espessura da fascia muscular varia de músculo para músculo, dependendo de sua função. Às vezes a fascia muscular é muito espessada e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção, papel executado pela fascia muscular. Outra função desempenhada pela fascia muscular é permitir o deslizamento dos músculos entre si. Em certos locais a fascia pode se apresentar espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso, sendo denominados septos intermusculares. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem frequentemente nos membros."

Resumindo e simplificando, a fascia é um tecido grosso, espesso e pouco elástico que envolve e encapsula nossos músculos. À medida que nossos músculos crescem, a fascia é obrigada a se esticar mais para que o novo volume possa ser acomodado. Uma coisa interessante é que a fascia muscular demora muito para "esticar" e dar espaço ao novo crescimento muscular. Chegamos à memória muscular.

Por que é tão difícil chegar aos 41, 42 cm de braço pela primeira vez, mas depois que chegamos lá e perdemos é tão mais fácil recuperar tudo?

Para chegar aos 42 cm de braço pela primeira, maioria de nós desafortunados teve que ralar muito e treinar anos. Isso porque a fascia muscular dos músculos do braço ainda estava do tamanho pequeno. Ao longo dos meses e anos ela foi se esticando e permitindo aos músculos que crescessem. Esse processo de alargamento da fascia leva muito tempo, mas depois que a esticamos a certo ponto, ela dificilmente volta ao tamanho antigo, menor.
Por isso se demora tanto para alcançar um dado volume muscular pela primeira vez. Geralmente a fascia impede o crescimento em um ritmo acelerado. Imaginem o cara de 42 cm de braço. Ele demorou dois anos para chegar lá, mas depois se viu obrigado a parar de treinar por seis meses. Ele voltou aos 39 cm de braço. Mas logo que voltou a treinar, o tamanho de seu braço voltou aos 42 cm em dois meses. Mágica? Não!
A fascia muscular desse individuo já estava adaptada e esticada de uma forma que permitia aos músculos do braço crescerem e chegarem aos 42 cm. Como não havia resistência mecânica da fascia muscular, o processo de hipertrofia dos músculos do braço não teve nenhum obstáculo e o crescimento ocorreu de forma mais rápida. É claro que para passar dos 42 cm de braço, ele agora teria que estimular a hipertrofia através de treino e dieta e ainda por cima vencer a resistência da fascia muscular.

Tendo em vista esse panorama, sabemos agora que quanto mais conseguirmos esticar a fascia, mais fácil e rápido será o desenvolvimento muscular. Existem algumas técnicas que podemos usar para esticar a fascia mais rapidamente e com isso fazer com que os ganhos que virão futuro cheguem mais rapidamente (lembram quando eu disse lá em cima que podíamos usar a memória muscular como máquina do tempo para nos trazer mais rapidamente músculos que você ainda nem conquistamos?)

As maneiras de acelerar o processo de "estiramento" das fascias são basicamente duas: O alongamento e o PUMP. O pump é como descrevemos aquele momento durante e após o treino, onde os músculos treinados ficam inchados e bem maiores que o normal. Quanto mais inchaço, mais sangue está dentro do músculo. Quanto mais sangue no músculo, mais volume lá dentro. Quanto mais volume dentro do músculo, maior será a pressão exercida nas fascias e mais elas vão se esticar.
Antes de entrar na descrição do método de treinamento em si, gostaria de falar um pouco mais sobre a fascia muscular e fazer uma relação mais estreita entre ela e o culturismo. Vamos ver como fascia muscular pode afetar a aparência de nossos músculos.
Como pudemos ver a fascia tem espessura variável, pode variar de músculo para músculo e de individuo para individuo. Culturistas profissionais e até mesmo os Top amadores têm as fascias musculares mais finas do que pessoas comuns, eu ou você. Por isso os culturistas em geral tendem a ter a musculatura mais definida, mais aparente, mesmo quando carregam um pouco mais de gordura em seus físicos.
Quanto mais fina for a fascia, mais detalhes a musculatura tende a apresentar. Por exemplo, Jay Cutler provavelmente tem a fascia muscular de seus quadríceps bem fina, pois suas coxas sempre apresentam cortes profundos entre os músculos mesmo quando ele está carregando mais gordura em off pesado. O mesmo não podemos dizer de Ronnie Coleman, que mesmo em sua melhor forma, sem gordura e sem água nenhuma sob a pele, com veias aparecendo, suas coxas nunca tiveram cortes muito profundos entre os músculos do quadríceps. Mas por outro lado, quando analisamos os braços de Jay, notamos que eles possuem pouca separação muscular entre os músculos. É difícil notar a separação clara entre o bíceps e o braquial, ou o braquial e o tríceps. Por mais que Jay esteja seco, seus braços não conseguem ter aquele aspecto cortado, rasgado e com a separação muscular semelhante aos de Ronnie Coleman, Victor Martinez ou até mesmo Kevin Levrone.

Para fechar esta parte com mais um exemplo, voltamos ao nosso Mr Olympia Jay Cutler. Jay não consegue obter um aspecto detalhado, semelhante a um mapa topográfico, em sua região dorsal. Já Ronnie Coleman parece sempre apresentar um nível de detalhe e separação muscular extraordinário. Todas essas diferenças devem ser atribuídas, em grande parte , à espessura das fascias musculares. É muito comum atletas profissionais fazerem o uso de massagem profunda para tentar "quebrar ou afinar" as fascias e liberar adesões musculares a fim de melhorar a sua separação muscular.

Esse método de treino, FST-7, o qual vamos discutir, tem como diretriz básica inchar o músculo ao Maximo com a finalidade de esticar a fascia ao extremo. Notem que mesmo sendo de extrema importância, o pump não é o único estimulo para hipertrofia. Se esse fosse o caso, era só treinar com cargas levíssimas e fazer repetições incontáveis sem intervalo entre séries, alternando dois ou mais grupos musculares. Ainda precisamos do estimulo da sobrecarga, ainda é preciso treinar pesado, colocar uma carga que estimule os caminhos bioquímicos da hipertrofia muscular. Nesse método de treino, vamos misturar na mesma sessão estímulos com sobrecarga elevada e estímulos para o pump. Devo lembrar também que não adianta utilizar uma carga muito alta se você não consegue controlar a contração muscular e sentir o trabalho muscular. Utilizar cargas elevadíssimas e apenas "erguer" o peso ata o final da repetição não tem valor nenhum para nós culturistas.

FST-7 – Fascia Stretching Training 7 – Treinamento de alongamento da Fascia 7

Agora que temos toda a parte teórica explicada, vamos à parte que realmente interessa, o treino propriamente dito e como aplicar as técnicas necessárias. Essa é apenas uma das inúmeras formas de se atingir uma maior intensidade e consequentemente maiores ganhos de massa muscular.

O treino

Começamos o treino usando exercícios basicos pesados como supino inclinado, agachamento, remada curvado entre outros. Nesta primeira parte do treino utilizamos uma variação de repetições entre 8 e 12 com a maior carga possível, lembrando sempre que é primordial manter a qualidade da repetição e uma forte contração (mesmo correndo o risco de parecer uma vitrola quebrada eu continuo dizendo isso).
Utilizamos exercícios básicos, multi-articulares, pois temos condições de utilizar cargas maiores. Com isso, vamos ativar todo o maquinário e sinalizações bioquímicas responsáveis pelo inicio das reações de síntese protéica.

Para facilitar a compreensão, vamos utilizar um treino de peitoral intermediário avançado como exemplo. Neste treino de peitoral faremos quatro exercícios- Supino Inclinado com Halteres, Supino Inclinado com barra, Supino Reto com Halteres e finalizando crucifixo na máquina pec-deck.

Começamos o treino com os básicos, 3 séries entre 12 e 8 no supino inclinado com halteres, 3 séries entre 12 e 8 no supino inclinado com barra e 3 séries entre 12 e 8 no supino reto com halteres. Todos esses exercícios devem ser executados da forma tradicional, utilizando a maior carga possível e a melhor qualidade de execução. Já que a intenção deste treino é levar a maior quantidade de sangue possível ao músculo alvo, você pode ficar tentado a utilizar uma ou duas drop-sets no final de um dos supinos. Se segure, fuja da tentação e espere.

Agora, chegamos ao quarto exercício, o crucifixo no pec-deck. É agora que vamos perceber a maior diferença deste tipo de treino para os outros. Ao invés de realizar 3 séries vamos realizar 7, isso mesmo, sete séries do crucifixo. É daí que vem o número 7 no nome FST-7.
A idéia é realizar sete séries entre 12 e 10 repetições, com intervalo fixo entre uma série e outra de exatos 30 segundos. Comece com uma carga que possibilite a execução das 12 repetições, no decorrer das séries, pode ser necessário diminuir um pouco a carga para atingir o numero de repetições desejado. Por exemplo, se você fez 12 reps na serie 1, 12 reps na série 2, 11 reps na série 3 , 10 reps na série 4 e depois apenas 8 reps na serie 5; a carga deverá ser reduzida antes de se iniciar a série 6. Em geral essa redução de carga deve acontecer, as vezes pode não ser necessário. O importante é ficar ligado e nunca passar dos 30 segundos de intervalo entre uma serie e outra no último exercício.
Com esse artifício, conseguiremos bombear uma enorme quantidade de sangue para o músculo alvo e ainda sim utilizar uma carga relativamente alta.

Essa dinâmica deve ser seguida em todos os grupos musculares. Sempre começando com os básicos e deixando um exercício de isolamento para o ultimo exercício de 7 séries.

A Escolha dos exercícios

A escolha dos exercícios corretos para se realizar por ultimo, com as 7 séries deve ser cuidadosa. Prefira utilizar exercícios monoarticulares, de isolamento e de preferência em máquinas. Dessa maneira a sua única preocupação será contrair o músculo ao maximo e mandar muito sangue para o local. Bons exercícios são pec-deck, Pull-Over maquina, rosca scott, tríceps corda ou coice, elevação lateral (maquina de preferência), extensão de joelhos, flexão de joelhos e qualquer um de panturrilhas.

Conclusão

O FST7 pode ser uma ótima opção para atletas intermediários ou avançados conseguirem avanços em volume. É um metodo simples mas não e engane, você vai sofrer nas ultimas séries. Recomendo muito a sua utilização. Uma outra recomendação para aumentar mais ainda a sua eficácia, seria se alongar intensivamente durante os intervalos das séries.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

12 Dicas Para Melhorar A Barra Fixa


1 - Se você não consegue fazer uma repetição completa, ou você está estagnado, faça uma excêntrica de 30 segundos. Se você consegue aguentar descer lentamente por 30 segundos, não há nenhuma razão fisiológica para não conseguir fazer 1 repetição completa.

2 - Iniciar o movimento com a retração da escápula, e continue com o resto do movimento.

3 - Assim que você começa a subir, tente colocar os ombros para trás como se estivesse 'acertando' alguém no estômago que estivesse atrás de você. Isso vai ajudar a ativar todos os grupos musculares de forma correta.

4 - Trocar a pegada de supinada para neutra. Isso vai modificar a proporção de ativação dos flexores do cotovelo.

5 - Sempre use 'full range of motion', ou repetição completa. Sempre. Algumas pessoas não estendem os cotovelos (não deixam o braço reto) ou não sobem tudo (retração da escápula completa). Fazer ela completa vai ajudar a recrutar todos os músculos.

6 - Você deveria fazer pelo menos 30 repetições de barra fixa por treino. Isso vai ajudar tanto no ganho de força quanto hipetrofia.

7 - Se você faz barra fixa supinada, ela vai ajudar nos exercícios de bíceps com a mesma pegada. Se você fizer com pegada neutra, ele vai ajudar nos exercícios de bíceps com a mesma pegada, tipo hammer curl, e vice-versa, os exercícios de bíceps podem ajudar na barra fixa.

8 - Use uma barra mais grossa, isso ativa mais o sistema nervoso e faz com que você use mais unidades motoras, e também ajudar da pegada. Use uma fatgrip ou algum exercício específico para pegada.

9 - Você deve subir tudo! O objetivo é levar o mid sternum contra a barra, mas se você passar da barra com o queixo já está bom. Essa é a única forma de ativar os músculos retratores da escápula. Fazendo isso eles ficam mais fortes, mais hipertrofia, e ajudar mais na saída (a hipertrofia causada pela parte final do movimento dá um carry over na parte inicial do movimento).

10 - Use um cinto para aumentar a carga. Um novo é caro, mas há usados na internet mais baratos. Uma 'prova de força' seria conseguir fazer 66% do seu peso extra para 3 repetições (alguém de 70Kg fazer 3 repetições completas de barra fixa com 46Kg).

11 - Trabalhar tecido mole sempre é bom. Procure 'adhesions' (pelo que eu entendi são carossos, bolotas) e se livre delas, especialmente aquelas nas costas. Isso deve facilitar o movimento e ajudar com full range of motion.

12 - Seja o mais magro possível(%BF), Carregar peso ou gordura extra vai ser a mesma coisa que fazer uma barra fixa com uma mochila nas costas ou estômago, dependendo de onde você carrega o peso.

EXEMPLO DE TÉCNICA DE MOVIMENTO:



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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

REST-PAUSE - Técnica de treinamento

Acerca do rest-pause.
Esta técnica tem uma história e uma série de variações.  Neste artigo, vamos analisar algumas delas e eu vou te dar uma rotina usando algumas das variações apresentadas.
A maioria das pessoas diria que esta técnica foi criada por Mike Mentzer para o seu programa original Heavy Duty. Embora as origens desta técnica sejam desconhecidos, é seguro dizer foi criada há muito tempo antes do Heavy Duty.
Arnold usou uma variação desta técnica nos anos 70 e Joe Weider nomeou-a com sendo um dos seus “princípios” depois disso.  Se você considerar que ele começou a nomear e organizar os seus princípios “Princípios Weider ” muito cedo na sua carreira, é seguro dizer que esta técnica tem sido usada há aproximadamente 60 anos.
Como ponto de referência, os princípios Weider são observações de Joe Weider das várias técnicas e ideias que os culturistas da década de 50 e 60 usavam, acrescentando uma nova técnica quando via algo novo e interessante.
Ele deu o nome a cada uma delas e organizou-as no “Weider System”. Quando comecei, era tudo o que se via nas suas revistas, o que lhe dava a impressão de que foi que ele que inventou cada uma delas.  Na verdade, ele não as inventou e isso não é um sistema no sentido puro, mas sim uma organização de ideias válidas.

Existem várias versões do rest-pause
A versão que a maioria das pessoas conhece, seria a que Arnold usou: quando chega á falha na sua série, descansa 5-10 segundos “rest-pause” e volta a fazer mais algumas repetições. Descansa outros 5-10 segundos e faz mais algumas, continuando até não conseguir mover a barra.
O princípio “rest-pause original é um pouco diferente: com 85-90 por cento do seu máximo, faça 2-3 reps e pare.  Em seguida, faça mais 2-3, descanso, 2-3 mais e descansar para um total de 3-4 pausas de descanso.  As pausas curtas do “rest-pause” proporcionam o tempo suficiente para a re-síntese do ATP de forma a permitir a realização de mais repetições com um peso pesado.
Mike Mentzer também desenvolveu a sua versão deste método de alta intensidade

Aqui está a versão de Mike Mentzer, também popular como técnica de força: fazendo uma repetição com um peso com o qual apenas conseguiria realizar uma repetição máxima, depois descansaria por 10 segundos, isto permite tempo suficiente para os músculos eliminarem os resíduos e re-sintetizar bem como absorver mais combustível e oxigénio para que ele pudesse fazer outra repetição máxima.
Após a segunda repetição e um segundo descanso de 10 segundos, ele utilizaria a ajuda do seu parceiro de treino de forma a conseguir fazer outra repetição máxima, ou reduziria o peso em 20%.
Ele, então descansaria 15 segundos e faria uma última repetição final.  Isto era considerado considerado uma série, com cada e todas as repetições da série a serem de esforço máximo.
Uma ligeira variação desta técnica é usar um peso que permite três repetições máximas. Faça uma repetição e pouse o peso por 15 segundos, depois faça mais uma repetição, e volte a pousar o peso, realizando um total de 5 repetições desta forma. Esta versão pode ser modificada em quase qualquer forma: você pode contar até 8 ou 10, você pode apontar para 6-8 reps, bem como 3-5 repetições.
A forma como utilizo o “rest-pause”, é no final de uma série como forma de prolongar a série, conte até 8 e faça todas as repetições que conseguir, conte até 8 de novo e faça todas as repetições que conseguir, continue durante 3 ou 4 vezes.
A forma de “rest-pause” mais estrita que uso, é utilizando um peso com que apenas posso realizar 3 repetições no máximo (3RM) faço o máximo de repetições que conseguir, pouso a barra e conto até 10, continuando desta forma até atingir a falha.

Vamos dar uma vista de olhos em algumas das outras variações:
Variação nº 1: Use 75% do seu peso corrente máximo para o número de repetições que pretende fazer numa série normal do seu exercício escolhido.
Exemplo: Se faz supino com 100 quilos para 10 repetições, use 78 quilos. Faça 10 repetições, descanse 10 segundos, faça nove repetições, descanse 10 segundos, faça 8 reps e assim por diante até chegar a fazer só apenas uma repetição.

Variação nº 2: Determine um peso com que é capaz de fazer 10 repetições do seu exercício escolhido.  Adicione mais 10% de peso. Faça 6 séries de 10 repetições.  Após a primeira série descanse 15 segundos.
Depois de cada série restante, adicione mais 15 segundos de descanso.  Adicione mais peso quando as 6 séries de 10 lhe parecerem fáceis.  A minha versão disto seria começar com 60 segundos de descanso, então diminuir o período de descanso em 10 segundos após cada série!  Porquê facilitar? Torne as coisas mais difíceis!

Variação nº 3: Usando um peso que lhe permita realizar três repetições do seu exercício escolhido, faça 1 repetição, pouse a barra e conte até 10, faça 2 repetições, pouse a barra para uma contagem de 10 e assim por diante até chegar às 10 repetições.

Tenho mais uma variação: Qualquer um dos famosos programas de 20 repetições(agachamento, peso morto, power cleans) na verdade utilizam a técnica do “rest pause”, porque irá parar e descansar durante várias inspirações profundas, à medida que a série se torna progressivamente mais difícil.
                                      Arnold também foi um adepto confesso do método das drop-sets.

Como pode ver, as variações são infinitas.  A técnica do rest-pause pode só ser usada não só para prolongar uma série, mas também para se poder utilizar mais peso do que o habitual para um número pre-determinado de repetições, porque se permite um breve período de recuperação entre as repetições.
Esta é uma das muitas variações de treino que pode aplicar para manter os seus programas de treino interessantes.

RETIRADO DO FÓRUM:http://fisiculturismo.com.br
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Panturrilha - Uma abordagem diferente


A resposta para Panturrilhas Enormes
Em minha pequena academia doméstica, tenho três máquinas dedicadas ao treinamento das panturrilhas: uma máquina para elevações plantares em pé, com capacidade de até 600 libras (272 kg); uma máquina para elevações plantares sentado, e uma plataforma step com uma alça para elevações plantares unilaterais.
São os tipos de máquinas que você veria em uma academia comercial de grande porte e não é comum em uma pequena instalação caseira. Então por que as tenho na minha? Simples – minhas panturrilhas são ruins e preciso de toda a artilharia em que puder colocar minhas mãos, ou neste caso, meus pés!
Depois de anos de trabalho árduo, usando todas as técnicas populares de treinamento para panturrilhas – drop sets, ênfase em negativas, movimentos explosivos, séries extensivas, burns, supersets, tri-sets e séries gigantes, treinamento de densidade escalonada, manipulação de ritmo, pliometria, unilaterais, o nome que você quiser – Fico envergonhado de dizer os ganhos foram mínimos.
A Resposta dos Bailarinos?
Minhas filhas são bailarinas competitivas e competem algumas vezes por ano. Dançarinos tendem a ter físicos estéticos. Eles estão em grande forma. A maioria dos fisiculturistas, no entanto, iria considerá-los um pouco "pequenos" para seu gosto. Contudo, atletas da dança tem panturrilhas respeitáveis, muitas vezes deixando no chinelo as do típico e bem maior rato de academia.
O sucesso deixa pistas. Se quer desenvolver ótimos braços e ombros, treine-os como um ginasta. Para glúteos e isquiotibiais, treine como um velocista. Para panturrilhas, fisiculturistas podem aprender um pouco com os dançarinos.
O segredo para as bem desenvolvidas panturrilhas dos bailarinos é simplesmente que eles estão constantemente na ponta dos pés. É basicamente repetição após repetição de elevações plantares com peso corporal (a posição referida como relevé no balé), realizado diariamente. Depois de um tempo torna-se um movimento quase sem esforço para eles, resultando em panturrilhas proporcionalmente monstruosas. Embora deixar de lado o cinturão com peso seja carta fora do baralho para a maioria, descobri que há uma maneira de experimentar um efeito semelhante para hipertrofia das panturrilhas.
Decidi realizar 100 repetições de elevações plantares com peso corporal diariamente. Tão simples como parece, fiz isso todos os dias durante um mês e fiquei encantado com os resultados em meus palitos de dente teimosos.
Elevação Plantar 101
Para entender como isso pode produzir um crescimento tão radical mesmo no grupo mais teimoso de pernas de pombo, requer-se uma compreensão das características únicas das panturrilhas.
As panturrilhas consistem em vários músculos, mas as duas bases de trabalho primárias com as quais os fisiculturistas estão preocupados são o gastrocnêmio e o sóleo. O gastrocnêmio recebe mais estímulo com os joelhos estendidos (elevação plantar em pé) e o sóleo com os joelhos dobrados (elevação plantar sentado). Dito isto, o sóleo ainda recebe algum estímulo durante uma elevação plantar em pé, mesmo quando os joelhos estão estendidos.
O sóleo tem uma grande porção de fibra muscular de contração lenta (CT) em sua composição - até 88%, uma das mais altas composições de CT no corpo humano - e, assim, maior número de repetições devem ser realizados. Contudo, rotinas de treinamento mais tradicionais para panturrilhas, falham ao deixar de gerar volume suficiente para esse “resistente” músculo.
É uma pena, já que uma quantidade significativa de volume a uma intensidade adequada pode resultar em hipertrofia. Levantar uma carga substancial, tal como o seu peso corporal, diariamente em um número elevado de repetições vai, definitivamente, desenvolver músculo.
Como não estará usando grandes cargas, esse treinamento pode ser realizado diariamente e é a frequência que obrigará seu corpo a adaptar-se rapidamente. Você ficará dolorido no início, mas não será tão ruim assim.
O mesmo pode ser usado para elevar as forças a partir de uma abordagem de salto com barra regular (aceleração final na equação de força) e elevações plantares em pé (a massa final da equação de força), este é um estímulo novo que pode induzir alguma dor real junto com alguns resultados impressionantes.
Mudança de Amplitude
Não apenas a intensidade, volume e frequência são diferentes do que é normalmente prescrito para panturrilhas, a amplitude também é diferente. Sempre nos foi dito para executar um movimento com máxima amplitude no treinamento das panturrilhas; na verdade, muitos especialistas defendem ênfase na posição de alongamento.
Para alguém com dificuldade na realização de um agachamento profundo, este é um conselho muito bom. Se você se inclina para frente involuntariamente e/ou seus calcanhares se elevam quando agacha, precisa alongar as panturilhas.
Mas se você é um daqueles caras que conseguem agachar profundamente sem nenhum problema com o tronco vertical - os joelhos facilmente passam a ponta dos pés com os calcanhares apoiados no chão? Treinar panturrilhas com movimentos parciais (ou seja, enfatizando a posição superior e contraída) pode ser exatamente o que o médico receitou!
A Receita
Comece com 50 repetições de elevações plantares e progrida até 100 repetições apenas com o peso corporal. Faça isso todos os dias sem falta durante um mês. Você ficará surpreso com o crescimento e definição adquiridos e, como bônus, melhora nas habilidades de equilíbrio e coordenação.
Na verdade, você pode considerar isso como uma forma de pré habilitação para seus tornozelos, o que é particularmente útil se pratica algum esporte recreativo e/ou é atormentado com constantes entorses de tornozelo.
É tão simples como parece, a técnica correta é muito importante. Posicione seus pés em alinhamento com os ombros e dedos dos pés virados ligeiramente para fora. Concentre-se em levantar os calcanhares diretamente para cima como se tivessem cordas de marionete sendo puxadas para cima por Deus em pessoa.
Certifique-se de contrair com força na posição superior - pense em uma pose de duplo bíceps, exceto que estará contraindo suas panturrilhass como o inferno. Não segure em uma parede ou máquina para se apoiar. A idéia não é reduzir a carga de nenhuma maneira, queremos que esses estabilizadores pequenos cresçam também. Apenas mantenha os braços ao lado do corpo ou as mãos nos quadris.
Você deve ficar descalço (sem sapatos). Certifique-se de elevar os calcanhares o mais alto possível e distribuir o peso uniformemente sobre todos os dedos. Mantenha a posição superior contraída por 2 segundos. Deve ser uma parada definitiva no topo e você deve sentir um pico de contração nas panturrilhas.
Em seguida, controle a descida – não solte apenas, como uma bomba! Se falhar na execução adequada dessas duas etapas, as repetições não contam. É muito simples. Devem ser repetições de qualidade para otimizar os benefícios deste tipo de treinamento. Os motores primários serão atingidos, mas também todos os pequenos estabilizadores, e em longo prazo, isto fará uma grande diferença no crescimento global de suas panturrilhas.
Você precisará investir até 10 minutos diários durante um mês para alcançar os benefícios deste método. Considere que cada repetição controlada deve levar 6 segundos (ou seja, 2 segundos na subida, 2 segundos na posição superior, 2 segundos na descida, e sem pausa na posição inferior) e que você realizará 100 repetições por dia – o que totaliza 10 minutos.
Resultados?
Você pode facilmente adicionar uma polegada (2,5 cm) em suas panturrilhas em um mês com este método. No entanto, deve ser consistente. Diariamente significa cada maldito dia. Sugiro encaixar isto uma rotina. Escolha um horário do dia em que você possa executá-la e cumpra. Faça pela manhã enquanto prepara seu café da manhã, ou na pausa para café, ou à noite enquanto revê os episódios de Storage Wars, para desgosto de sua família sofredora.
Se, compreensivelmente, você está cético quanto a se este tipo de treinamento de alto volume com peso corporal fará algo quanto ao tamanho muscular, tente executar 100 repetições de tração em barra fixa ou mergulhos em paralelas por dia durante um mês e veja o que acontece. Meu colega Chad Waterbury do T-Nation - um cara que sabe uma coisa ou duas sobre a hipertrofia – escreveu sobre este conceito no passado e, acreditem, funciona!
Lembre-se, não é preciso nenhum equipamento. Literalmente, nada é necessário – nem máquinas, nem sapatos, nada, apenas um pouco de esforço.
Uma vez que tenha completado um mês inteiro, adicione 10 ou 20 libras (5 a 10 kg) extras usando um colete com peso e repita o ciclo. (Alguns caras precisarão fazer isso mais cedo, se ficar fácil depois de algumas semanas.)
Mantenha o treinamento até chegar a um nível de desenvolvimento que você considere satisfatório, onde vc poderá fazer a manutenção de seu recém conquistado desenvolvimento com 2-3 sessões por semana. Mesmo que seja apenas uma sessão por semana, irá fazer o truque, se retornar ao treino com máquinas para as panturrilhas, o que provável você dará as boas vindas para quebrar a monotonia física e mental.
É incrível como fiz tudo errado na guerra por minhas panturrilhas! Em vez de mais armas no meu arsenal, na realidade precisava de menos. Todas essas máquinas chiques para panturrilhas que tem ocupado espaço em meu porão realmente não são necessárias; raios, descobri que sequer precisa de sapatos!
O que você precisa, no entanto, é um pouco de tempo, paciência e tolerância ao lactato, e você pode transformar esses “bezerros” jovens, imaturos e desproporcionais em “vacas”[1] enormes e totalmente desenvolvidas, que estarão em pé de igualdade com as outras partes de seu corpo.
[1] N. do T. O autor faz um trocadilho com as palavras “calves”, que significa tanto panturrilhas como bezerros na língua inglesa e “cows” que significa vacas.
Traduzido por: Matheus Scandalo (hipertrofia.org)
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Artigo - Tempo De Descanço Entre As Séries

O que dizem os estudos
Já foram realizados algumas investigações acerca deste tema, que nos podem ajudar a esclarecer esta questão.
Num desses estudos, realizado em 2010 na Universidade do Curdistão, os investigadores analisaram os efeitos de 3 diferentes períodos de descanso entre séries nas respostas hormonais agudas (temporárias) ao treino de musculação (1).
Em três sessões de treino de musculação separadas, os voluntários, do sexo masculino e já com experiência anterior de treino, foram designados de forma aleatória para realizarem um intervalo de descanso de:
  • 60 segundos de descanso
  • 90 segundos de descanso
  • 120 segundos de descanso
E os resultados:
Em termos de níveis de lactato não foram observadas diferenças significativas entre os protocolos de treino.
Mas as concentrações de hormona de crescimento foram significativamente mais elevadas a seguir ao treino com o protocolo de descanso de 60 segundos (64%) em comparação com o protocolo de descanso de 120 segundo.
Para além disso, os níveis de testosterona foram significativamente mais elevados no final de treino com o protocolo de 120 segundos do que com o de 60 segundos.
Os investigadores concluíram:
Os resultados do presente estudo suportam a ideia de que o período de descanso nos treinos de musculação é uma variável importante para aumentar as concentrações de hormonas anabólicas, e deve ser mencionado que os intervalos de descanso curtos aumentaram mais as concentrações de hormona do crescimento em comparação com o descanso de 120 segundos.
No entanto, a resposta da testosterona foi mais elevada no protocolo de treino de musculação com um intervalo de 120 segundos de descanso entre séries.
Num outro estudo, realizado em 2006 na Eastern Illinois University, os investigadores compararam o efeito de 3 diferentes intervalos de descanso em séries múltiplas e com diferentes cargas no supino (2).
Os voluntários realizaram 5 séries consecutivas do exercício supino com 80% de 1 repetição máxima e também com 50% de 1RM com os seguintes períodos de descanso:
  • 1 minuto de descanso entre séries
  • 2 minutos de descanso entre séries
  • 3 minutos de descanso entre séries
E os resultados:
O número total de repetições completadas e a sustentabilidade das repetições foram comparadas entre as diferentes condições de descanso e cargas.
Para cada carga, o período de descanso de 3 minutos entre séries resultou numa num número significativamente superior de repetições em comparação com o descanso de 2 minutos ou 1 minutos entre séries.
Os investigadores concluíram:
Quando o objetivo do treino é o desenvolvimento máximo da força, deve-se descansar 3 minutos entre séries de forma a evitar um declínio significativo do número de repetições.
A capacidade para manter um número elevado de repetições ao mesmo tempo que se mantém a intensidade constante, poderá resultar num volume de treino mais elevado e consequentemente em maiores ganhos da força muscular.
Aplicações práticas
  • Se pretende aumentar os seus níveis de resistência e/ou de hormona de crescimento durante os seus treinos, descanse durante pouco tempo entre as séries (60 segundos por exemplo).
  • Se por outro lado desejar obter níveis mais elevados de testosterona e um maior aumento da força, então descanse durante mais tempo entre as séries (entre 120 segundos a 3 minutos).
É debatível se o aumento agudo dos níveis de hormona de hormona de crescimento que ocorre aquando dos períodos mais curtos de descanso entre séries, poderão auxiliar no sentido de maximizar a perda de gordura.
Por outro lado, os períodos de descanso entre séries de mais de 120 segundos, que aumentam mais os níveis de testosterona e provavelmente também potenciam mais os ganhos de força, poderão ser mais indicados para os períodos em que pretende ganhar força e massa muscular, em combinação com uma dieta com um excesso calórico.
Também poderá ser boa ideia realizar períodos de descanso mais longos, de 120 a 3 minutos entre séries, de forma manter a maior quantidade possível de força enquanto se segue uma dieta para perda de peso/gordura, uma vez que é comum as pessoas perderem força e massa muscular durante esse tipo de dietas hipocalóricas.

Retirado do forum hipertrofia.org

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O Segredo Do Treino De Alta Frequência - Chad Waterbury


A Merda do Seu Treino de Hipertrofia!

Estou muito entediado. Por que estou assim? Por causa dos métodos de treinamento de hipertrofia atuais. Praticamente todos os métodos “modernos” estão aquém do que considero ideal para obter resultados rápidos e eficientes.

De fato, ninguém parece ter inventado um método de treinamento que efetivamente desafia nossas plenas capacidades adaptativas de forma inteligente. Claro, 5 x5 e 10 x 3 são parâmetros que funcionam bem, [mas sempre tem alguém que “empurra” esse método de hipertrofia ladeira abaixo.] [but there's gotta be someone who "pushes" this hypertrophy training steamroller along.]

Eu me arrisco a dizer que os métodos de hipertrofia atuais não são mais eficazes que os métodos de décadas passadas. Droga, se contrações excêntricas lentas, 8-10 repetições, 3 a 4 séries e cinco dias de descanso são o que temos de melhor, então por que pouquíssimas pessoas conseguem ganhar músculos de uma maneira apreciável? Qual é, vamos sentar pelos próximos 5 anos e refazer os mesmos antigos métodos de treinamento?

Ok, então agora alguns de vocês estão chateados. Você está chateado porque quer:

A. Essa é a maneira que você treina e você é dogmático.
B. Esse é o método que você escreveu sobre ou é o que você treina seus clientes... E você é dogmático.

Ótimo, se esse for o caso, tenho um breve protocolo experimental para você: Gaste 8 semanas treinando seus dorsais com todos os seus exercícios favoritos para esse grupo muscular, usando a excêntrica lenta, 8 a 10 rep, 3 a 4 series e 5 dias de descanso para o músculo.

Em seguida, gaste 8 semanas treinando para ser um ginasta de argolas. Contrate um treinador de argolas e deixe que fazer seu trabalho. Ele provavelmente fará você treinar quase todos os dias, muitas horas por semana. Compare os resultados com o seu método de musculação tradicional.

Felizmente, eu testemunhei tal fenômeno. Deixe-me dizer, não há nenhuma comparação entre os resultados desses dois métodos totalmente diferentes. Um cara que passa 8 semanas de treino sobre as argolas com certeza irá aniquilar os resultados do método tradicional de musculação.

Então, por que ainda usamos os mesmos métodos antigos de treinamento? Obviamente, não é uma questão recente, as limitações hipertróficas adaptativas (desde a significante hipertrofia do dorso que pode ser alcançada gastando-se 8 semanas nas argolas), é uma questão de método inferior, que não ficaram enterrados onde deveriam estar.

E onde deveriam estar enterrados? Ao lado de Jimmy Hoffa seria o melhor lugar.[??]

Você é um “Tempo Junkie”?

No momento, estamos inundados com vários estilos de treinamento que são suficientes para complicar e enganar seu pensamento de que os resultados dos métodos novos devem ser melhores que os antigos. Vem à mente a contagem das fases de contração muscular. Honestamente, contando a fase excêntrica e concêntrica do seus exercícios melhoraram seus resultados? Se sim, você é minoria.

Claro, contando as fases de contração forcou você a trabalhar em diferentes comprimentos de tensão, mas que poderia ter sido facilmente realizado com mudanças drásticas nos parâmetros das repetições. Ao invés disso, o ato cerebral de contar fases de contrações musculares não faz nada além de entupir suas vias neurais por isso há menos impulso neural na via descendente em seus preciosos neurônios motores.

Isso, meu amigo, reduz sua força, pura e simplesmente. E qualquer coisa de diminui a unidade neural é desastroso para a hipertrofia.

Meu backpedaling

Agora, eu não estou aqui para dizer que os métodos de hipertrofia modernos são inúteis. Não, eu nunca pensaria isso. Se eu aponto o dedo para alguém , três dedos estariam apontados para mim. Mas eu diria que vocês não estão sendo empurrados longe o suficiente depois que seus níveis iniciais de força e tamanho foram construídos.

Deixe pegar-me como exemplo. Vamos dizer que você é iniciante e irá seguir o “Bodybuilding Hypertrophy Program”. Os resultados foram bons seguindo meu modo de pensar. Como tal, você deve ter seguido meu “Total-Body Training” e os meus ensinamentos.

Então uma vez que você finalizou os outros programas irá partir para o meu programa “Quattro Dynamo”.

Ótimo, assim você pode se orgulhar do fato que aumentou a frequência de estímulo para cada parte do corpo de 2 para 4 vezes por semana. Mas o que vem em seguida? Você muda para outro programa e repete o ciclo? Não se você está procurando mais hipertrofia no mais curto espaço de tempo. É hora de aumentar a frequência ainda mais.

Por que o Joãozinho não pode treinar como Arnold

Infelizmente, apenas aumentando a frequência de treinamento de cada parte do corpo para, vamos dizer, seis dias por semana, não é suficiente. Exceto para as poucas anomalias genéticas (Schwarzenegger, Columbu e Haney, por exemplo), esses planos de alta frequência deixaram os praticantes exaustos, confusos e perplexos.

Por que esse tipo de treinamento não funciona para a maioria? Você sabe a que tipo de treinamento me refiro, somos todos culpados por isso. Estou falando daqueles programas de revistas de musculação que estão espalhados nas bancas de jornal mostrando a rotina de fisiculturistas campeões (treinando ou não de tal maneira, é um outro debate).

O iniciante abre a revista e ver um manual para ficar rasgado. Ele pensa: “Isso é o que vai me fazer enorme e poderoso”. Mas isso não aconteceu. Quero dizer, realmente não acontecerá. Por que?

1)Sistema de stress inicial excessivo

Se você está treinando cada parte do corpo, algumas vezes por semana, com 3 series de 8 a 12 repetições, você está caminhando para o desastre quando começar a aniquilar seus músculos treinando 6 vezes por semana. Mesmo que o nosso sistema muscular esquelético seja incrivelmente maleável, nós não respondemos bem a uma explosão simultânea de volume e intensidade.

Níveis incapacitantes de dor e fadiga ocorrerão. Você deve construir a sua capacidade de resistir a sessões de alta frequência de treinamento.

2)Parâmetros imutáveis

Não é nenhuma surpresa para mim que nunca os métodos tradicionais de fisioculturismo competitivo funcionaram para a maioria, especialmente quando você considera a falta de variação em seu estilo de treinamento. Muitas vezes, esses fisiculturistas fazem 6 treinos de supino reto na semana. Isso não é bom. O sistema nervoso central e os sistemas musculares respondem bem a diferentes níveis de intensidade e volume (atividades em geral).
Na verdade, é seguro afirmar que nossas variadas atividades ao longo da evolução fez isso. Enquanto nós estamos aptos a cortar uma árvore num dia, andar 10 milhas no outro e correr de predadores no 3º dia, não estamos aptos a cortar uma árvore 3 dias seguidos. Nossos corpos sofrem mudanças constantes. Portanto, quem deseja treinar em alta frequência deve ter em mente esse pensamento evolutivo.
Você deve variar constantemente o estilo de treinamento (series, repetições, carga, períodos de descanso e exercícios) durante toda a semana para evitar o burnout.

3)Treinamento com intensidade excessiva

Você não pode treinar com níveis alucinantes de intensidade por um longo período de tempo. Seu sistema nervoso simplesmente não é capaz de suportar o stress. Por que? Quem sabe com certeza, repetindo mais uma vez, são as nossas exigências evolutivas. Você acha que os nossos antepassados estavam constantemente gritando com o esforço e a intensidade das atividades diárias? Eu duvido.

Em vez disso, é mais provável que ele encontrou situações de alta intensidade somente em situações de alto stress, o que não devia ser com frequência. Portando, se você está treinando com intensidade extremamente alta, quase todos os dias, você pode concordar que você está treinando de uma maneira que o sistema nervoso e o sistema muscular não estão bem adaptados para tal, especialmente a longo prazo. Pesquisas, tanto em laboratório quanto na academia, demonstram que os nosso sistemas são mais eficientes na recuperação de diferentes intensidades de treino, e não apenas no treinamento de alta intensidade.

Limite a quantidade de treino de alta intensidade durante cada microciclo (por exemplo, evite o treino contínuo até a falha com altas cargas)

4)Falta de métodos para recuperação muscular

Se o treinamento moderno tem alguma vantagem sobre os antigos, essa vantagem é no que concerne aos métodos de recuperação muscular. Muitos fisiculturistas antigos não faziam nada mais do que beber algumas cervejas e comer um frango para se recuperarem do treino. Por que uma cerimônia de merda no pós-treino? Porque sua predisposição genética negou qualquer necessidade de fazer o contrário.

Nós só podemos estar com sorte. Agora temos um número enorme de suplementos para recuperação. De fato, a incorporação de dias de descanso, massagem com gelo, alongamento, banhos de sal, estimulação elétrica, etc, lhe ajudará na recuperação. Quando se vê proteína de rápida absorção, creatina monoidratada, aminoácidos, etc, é fácil notar que estamos melhor que nossos ancestrais.

Conclusão: Ambas as modalidades nutricionais e terapêuticas são importantes para a recuperação durante o treino de alta frequência.

Os pontos acima ajudam a explicar por que os tradicionais planos de alta frequência não foram eficazes para a maioria das pessoas. Mas a história não acaba aí. Há uma série de outros obstáculos que devem ser vencidos para que praticamente qualquer pessoa possa colher os frutos do treinamento de alta frequência.

Alta Frequência – Observações 

Para mim está claro que o treino de alta frequência é o caminho mais eficaz para o máximo de hipertrofia. Eu desenvolvi essa máxima baseado nas minhas observações pessoais, através do trabalho que desenvolvi com meus pupilos em todos os níveis e através de uma visão global da evolução do treinamento de hipertrofia com base em pesquisas do músculo esquelético.

De fato, o dorso de ginastas olímpicos, as coxas de patinadores de velocidade, as panturrilhas do jogadores de futebol (e bailarinas), a parte superior dorsal dos lenhadores, o antebraço de mecânicos, são exemplos efetivos que o segredo para hipertrofia acelerada se encaixa dentro da alta frequência de treino. No caso de você não entender completamente meus exemplos, todas as pessoas acima mencionadas treinam a musculatura respectiva com uma frequência muito alta, uma frequência que poucos alunos, treinadores e escritores ousam em recomendar.

Então, onde isso nos leva? Nós demonstramos que as velhas revistas de fisiculturismo nos desviaram o foco desde a publicação de programas muitas vezes excessivos e mal estruturados. Além disso, a questão genética e o uso de drogas desempenharam um papel importante. Como tal, aqueles que não foram criados a partir de um pool genético superior foram deixados de lado. Então, como vamos criar um plano de alta frequência que realmente funciona para todas as pessoas?

A resposta é evidente quando se considera o desenvolvimento muscular superior dos ginastas de argolas mencionados anteriormente, os patinadores de velocidade, etc. Essas pessoas, todas têm em comum a seguinte relação na musculatura específica:

1. Eles construíram a sua capacidade de resistir a alta frequência de treinamento através do “treino além da fadiga”
2. Não alcançam um alto nível de intensidade (falha) em uma base frequente
3. Seu treinamento de alta frequência foi limitado a algumas partes específicas do corpo
4. Seus padrões de movimento são constantemente alterados


Todos estes 4 fatores são importantes, mas eu me atreveria a dizer que o ponto nº 4 é o mais importante. O fato de que essas pessoas estão realizando um elevado numero de padrões de movimento que são raramente repetidos é provavelmente a razão pela qual eles são capazes de treinar com uma frequência alta. E é provavelmente a razão pela qual a hipertrofia do grupo muscular treinado é maior nesses indivíduos.

Vamos usar os jogadores de futebol como exemplo. Pense em uma sessão de treinos de duas horas para um jogador de futebol. Quantos diferentes movimentos de contração/padrões são alcançados dentro de uma pratica de duas horas que consiste em correr ao longo de um campo? Eu também não sei, mas posso dizer que é um número enorme!

Então, vamos dizer que no dia seguinte seja uma atividade diferente. Essa rotina de treino de duas horas, sem dúvida, consiste de padrões de movimentos, níveis de intensidade e volume no geral. Como tal, é muito mais difícil para jogadores de futebol fadigarem fazendo um padrão de movimento específico comparado com um treinamento de fisiculturismo como num exercício de panturrilhas no leg press. Qualquer maquina vai exigir um padrão de movimento relativamente fixo.

Toda vez que você está lidando com um padrão de movimento fixo, ou pseudo-fixo, lesões por superuso são comuns, e isso não é bom para a hipertrofia. Se uni a isso o fato de correr, saltar, parar, Sprint e muitos outros padrões diferentes de contração, ou nível de recrutamento de unidade motoras e recrutamento de músculo específicos.

Variações do movimento é o segredo

Ok, então o que significa isso para um cara que está tentando ter peitorais maiores? Isso significa que você deve fazer um esforço aplicado para “soltar-se”, com diferentes exercícios de peito possíveis. Apenas realizando 6 flexões no supino reto é uma maneira ruim de treinamento de alta frequência. Tal padrão de movimento relativamente constante vai induzir um estímulo que é muito parecido com a temível fadiga e às lesões por sobrecarga.

Em vez disso, você deve se esforçar para criar seus próprios exercícios que são nada além dos tradicionais por natureza. Isso é exatamente o que fiz com meu clientes e é por isso que eles alcançaram seus objetivos. Como eu fiz isso?

[Nessa parte ele começa a divagar sobre como posso ter diferentes padrões de movimento no cross over apenas mudando a altura das mãos, ou flexionando o antebraço, etc, sendo o objetivo dele mostrar quantos padrões diferentes de movimento podemos ter em um único exercício]

E a Biomecânica?

A maioria dos personais diriam que a linha de resistência (o cabo do cross) deve coincidir com o arranjo das fibras musculares. Portanto, um graduado em biomecânica diria que só alguns dos diversos padrões de movimentos do cross iriam ser efetivos para ativar fibras do peitoral.

Mesmo que seja verdade que a correspondência até a linha de resistência com a linha de tração muscular vai recrutar o maior numero de fibras, não é necessário quando você está treinando num plano de alta frequência. Na verdade, deve até ser evitado.

Alterações nos padrões de movimento são absolutamente obrigatórios para acelerar a hipertrofia. Pense novamente no exemplo do jogador de futebol. Quantas repetições são executadas (passos) quando a resistência combina perfeitamente com o padrão de contração dos músculos da panturrilha? A única maneira que os dois poderiam combinar perfeitamente é se o jogador estava de pé para cima com toda a carga (seu peso), empurrando para baixo. O fato de que isso não acontece durante a maior parte de um jogo de futebol é claramente evidente.

Em outras palavras, a chave para induzir novos níveis de hipertrofia requer grande quantidade de frequência de treinamento na semana. Se você limitar sua seleção de exercícios para poucos movimentos que simplesmente correspondem-se com a linha de tração do músculo, você vai sofrer com lesões muscular e overtraining local. Variedade é o tempero.

Treinamento de Alta Frequência e Você

Até aqui, eu tenho focado em apenas um dos quatro elementos que ajudaram os jogadores de futebol, ginastas, patinadores de velocidade e mecânicos a conseguirem uma hipertrofia específica, através de rotinas de alta frequência. Eu foquei em “variações dos padrões de movimento” porque eu sinto que é aí onde a resposta para esse quebra-cabeça está. Mesmo que uma pessoa use intensidade relativamente constante (carga) para cada exercício, a variação do movimento por si só provavelmente permitirá o sucesso do treino de alta frequência.

Então, agora alguns de vocês provavelmente estão pensando de uma forma mais clara sobre a minha visão para o futuro do treino para hipertrofia. Eu encorajo todos vocês a seguirem meu primeiro programa de treinamento “Perfect 10”, para seu grupo muscular enfraquecido. Assim que terminar, você vai entender melhor quão poderoso o treino de alta frequência pode ser.

Mas eu tenho uma tarefa de casa para você. Após o programa Perfect 10 ter terminado, comece a pensar de maneiras não convencionais para treinar suas partes do corpo subdesenvolvidas. Coloque algumas argolas na sua garagem para se pendurar e fim de melhorar suas costas, escalar corda todos os dias para melhorar bíceps e antebraços, ou praticar treinos de futebol para melhorar suas panturrilhas.

Se você fizer qualquer um desses, você estará preparado para colher os benefícios de meus programas futuros.

Fonte:http://www.t-nation.com/free_online_article/sports_body_training_performance/the_high_frequency_secret
Tradução:http://www.hipertrofia.org/forum/profile/103582-doctormuscle/

Addendum - Como a progressão de frequência funciona (22/12/12)
Aqui está uma coisa óbvia que todos irão concordar: seu corpo não quer construir músculos a menos que isso seja extremamente necessário. O músculo deve ser desafiado a trabalhar pesado, então sua fisiologia não tem outra escolha senão fazer novos meios para se adaptar a essa demanda (hipertrofia).
Variar de exercício é importante e necessário para afastar lesões por excesso de uso, mas apenas trocando um rosca direta em pé por um martelo com halteres não irá fazer nada para provocar novo crescimento no seu bíceps. Isso é verdade para qualquer grupo muscular.
Você deve ficar doído quando você troca por um exercício novo, mas isso se deve principalmente porque o músculo esta sendo desafiado de uma forma diferente: isso não significa que o músculo tem que crescer para satisfazer a demanda. Uma estratégia melhor é achar um peso livre ou exercícios com o peso corporal que você gosta, e aumenta a frequência de treino desse movimento durante o período de 4-6 semanas.
Progressão de Frequência
O que é melhor para: crescimento muscular.
Explicação: todos nós sabemos que aumentando a carga de um exercício é ótimo para aumentar a força, e consequentemente causar crescimento muscular. Entretanto, eu tenho visto que o crescimento mais rápido ocorre quando você aumenta significativamente seu volume de treino semanal para aquele grupo muscular.
Vamos pegar dois rapazes (João e Tião) que fazem pull-up, por exemplo. João pesa 90 kg e faz pull-ups 2x por semana 6x4 com peso extra de 15 kg preso na sua cintura. Você pode calcular o volume de treino dele pela equação: peso x total reps = volume. Como ele pega 105 kg e faz 48 repetições na semana, seu volume semanal é 5.040.
Ele está se sentindo mais forte e decide nas próximas semanas adicionar 5 Kg. Agora o volume de treino semanal dele é de 110 kg x 48 reps = 5280
Em outras palavras, João aumentou seu volume de treino em 5%
Tião pesa 105 kg e esta fazendo pull-up 6x4 com seu peso corporal 2x por semana. Percebam que o volume semanal de treino de Tião é o mesmo de João na primeira semana: 5040. Tião está se sentindo mais forte também, mas ao invés de adicionar 5 kg de peso extra ele decide adicionar uma rotina extra de pull-up, assim aumentando a frequência de treino para 3x por semana. Então, se colocarmos isso em números, Tião irá ter um volume de treino semanal de 105 kg * 72 reps = 7560
Em outras palavras, pela simples adição de uma rotina extra com o peso corporal Tião aumentou seu volume semanal de treino em 50%
Então, qual dos dois métodos você acha que irá mandar um melhor sinal para crescimento muscular: 5% de aumento no volume semanal ou 50% de aumento? Pois é, você sabe a resposta.
A ironia é que é muito mais fácil adicionar uma rotina extra de pull-up do que morrer para colocar mais peso para fazer as mesmas 6x4 reps.
Agora, eu devo declarar que para o máximo de ganho de força você deve focar em adicionar carga nas suas rotinas. Mas quando o crescimento muscular é o objetivo faz mais sentido aumentar a frequência para aquele exercício porque isso resultará num aumento significativo do volume de treino semanal.
Exceções para a progressão de frequência são o agachamento livre, supino reto e levantamento terra. Entretanto, use progressão de frequência para qualquer parte superior do corpo ou único exercício de perna e você irá crescer mais rapidamente.
Como usar isso: adicione uma rotina extra por semana para o parte do corpo deficiente. Faça por volta de 25 repetições no total com a carga que suportar para 6-8 reps por serie. Continue adicionando uma rotina extra de treino para esse exercício por 4 a 6 semanas.

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